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CALENDÁRIO DE VACINAÇÃO DO PREMATURO

DE ACORDO COM A SBIM (SOCIEDADE BRASILEIRA DE IMUNIZAÇÃO)

OBS: O calendário de vacinação do Prematuro, as observações feitas e os comentários foram retirados do site da SBIM 2011:

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OBSERVAÇÕES:

RECÉM-NASCIDO HOSPITALIZADO: Deverá ser vacinado com as vacinas habituais, desde que clinicamente estável. Não usar vacinas de vírus vivos: pólio oral e rotavírus.

PROFISSIONAIS DE SAÚDE E CUIDADORES: Todos os funcionários da Unidade Neonatal, pais e cuidadores devem ser vacinados contra o influenza e receber uma dose da vacina tríplice acelular do tipo adulto, a fim de evitar a transmissão da influenza e da coqueluche ao recém-nascido.

VACINAÇÃO EM GESTANTES E PUÉRPERAS: A imunização da gestante contra a influenza é uma excelente estratégia na prevenção da doença em recém-nascidos nos primeiros seis meses de vida, época que ele ainda não pode receber a vacina. A prevenção do tétano neonatal não deve ser esquecida, e o momento do puerpério é oportuno para receber as vacinas contra doenças para as quais a puérpera seja suscetível: hepatite B, hepatite A, rubéola, sarampo, caxumba, varicela, coqueluche e febre amarela.

COMENTÁRIOS
1. BCG: Poucos estudos mostram eventual diminuição da resposta imune ao BCG em menores de 1.500 g a 2.000 g. Por precaução, aguardar 2.000 g ou idade de um mês para vacinar.

2. HEPATITE B: Os RNs de mães portadoras do vírus B devem receber ao nascer, além da vacina, imunoglobulina específica para hepatite B (HBIG) na dose de 0,5 mL via intramuscular até no máximo sete dias de vida. Devido à menor resposta à vacina em bebês nascidos com idade gestacional inferior a 33 semanas e/ou com menos de 2.000 g, desconsidera-se a primeira dose e aplicam-se mais três doses (esquema 0-1-2 e a última dose de seis a 12 meses após a primeira dose).

3. PALIVIZUMABE: Não se trata de uma vacina, mas de imunobiológico para imunização passiva com anticorpo monoclonal contra o vírus sincicial respiratório (VSR), para o RN pré-termo de risco, nos meses de maior circulação do VSR em nosso país (março a setembro). É altamente recomendado para prematuros com idade gestacional menor de 28 semanas com até um ano de idade, e para RN com displasia broncopulmonar e cardiopatas em tratamento clínico nos últimos seis meses com até dois anos de idade. É recomendado para os demais prematuros até o sexto mês de vida, especialmente para aqueles com idade gestacional de 29 a 32 semanas, ou maiores de 32 semanas que apresentem dois ou mais fatores de risco: criança institucionalizada, irmão em idade escolar, poluição ambiental, anomalias congênitas de vias aéreas e doenças neuromusculares graves. Emprega-se a dose habitual de 15 mg/kg de peso, em cinco doses mensais consecutivas, aplicadas por via intramuscular.

4. PNEUMOCÓCICA CONJUGADA: RNs pré-termos e de baixo peso apresentam maior incidência de doença pneumocócica invasiva, cujo risco aumenta quanto menor a idade gestacional e o peso ao nascimento.

5. INFLUENZA: A indicação rotineira da vacina contra a influenza em lactentes de seis a 23 meses é reforçada nos prematuros, pois estes apresentam maior morbidade e mortalidade nas infecções por esse vírus. Deve-se sempre respeitar a sazonalidade da doença.

6. POLIOMIELITE: Devido ao risco teórico de disseminação do vírus vacinal em população de imunodeprimidos (UTI neonatal, por exemplo), o uso da vacina oral está contraindicado enquanto o RN permanecer hospitalizado.

7. ROTAVÍRUS: Por se tratar de vacina de vírus vivos atenuados, a imunização contra o rotavírus só deve ser realizada após a alta hospitalar, respeitando-se a idade limite para administração da primeira dose.

8. TRÍPLICE BACTERIANA: A utilização de vacinas acelulares reduz o risco de apnéias e episódios convulsivos pós-aplicação da vacina tríplice bacteriana.

DEMAIS VACINAS: O calendário infantil deve ser seguido de acordo com a idade cronológica. A resposta imune às demais vacinas pode ser menor, mas em geral atinge níveis satisfatórios de proteção.


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